Em continuação à série de artigos sobre introdução ao paisagismo, hoje veremos os Princípios de Composição. Para entender melhor este capítulo, sugerimos que você leia antes:
A sensibilidade e a imaginação são os fundamentos básicos de qualquer obra de arte. O paisagista utiliza a criatividade e a sensibilidade para elaborar sua obra de arte em função do meio ambiente. Os princípios básicos da composição são:
Como em toda obra de arte, deve o artista, ao compor o jardim, transmitir ao espectador uma mensagem emotiva. Para que o jardim expresse algo emotivo ao observador é importante e necessário que os elementos nele utilizados, por suas linhas, formas, cores, texturas, sons e aromas, também proporcionem reações emocionais.
A unidade em um jardim se consegue quando sentimos que todo ele forma um conjunto harmônico e não existe nenhum elemento supérfluo ou em discordância. A unidade só é conseguida em todas as características dos elementos, seja em suas linhas, formas, volumes, espaços, proporções, nas cores e na soma destes fatores.
É a correspondência de uma parte com o todo ou entre os elementos relacionados entre si. Para um prazer visual é necessário que os objetos guardem entre si uma proporção harmônica. Também se deve mencionar que a proporção ou relação entre os tamanhos pode afetar o equilíbrio.
O ritmo é a disposição inteligente dos elementos. Ele pode ser obtido através da repetição de formas, pela proporção de tamanhos e por movimento de linha contínuo. Lima (1999) menciona que o ritmo é como a repetição cíclica de um mesmo elemento ou composição de espaço em espaço.
É a estabilidade que se determina quando forças opostas se encontram, se compensam e se destroem mutuamente. O equilíbrio essencial para qualquer projeto é responsável pela sensação de estabilidade oferecida por uma composição presente no campo visual. O equilíbrio se classifica em simétrico ou estático e o assimétrico ou dinâmico.

Em toda paisagem deve haver um elemento de destaque que atraia a atenção e desperte um sentimento de admiração e prazer. Se considera um centro de interesse uma representação de um componente ou elemento de grande peso visual e conceitual. É um ponto para o qual se deseja atrair a atenção do observador.
Vários centros de interesse, de peso visual semelhantes, quando visíveis ao mesmo tempo podem gerar divisão, confusão. Para isso o número de focos ou detalhes observados de cada ponto de vista deve ser cuidadosamente planejado.
O contraste se obtém quando se colocam juntos objetos com características opostas em linha, tonalidade, textura, forma e cor. O contraste é o valor dos elementos e aumenta sua potência, variedade e profundidade. O contraste não é uma discordância.
A analogia é uma mescla de características mais próximas, assim como reunir duas cores vizinhas ou dois tons próximos.
Significa que em uma composição de um jardim deverá haver sempre um elemento principal que superará os outros elementos aplicados. O princípio de dominância pode ser aplicado a todos os três atributos ou dimensões da cor, tonalidade, o valor e a intensidade.
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